Ele é da Batista, Ela é da Assembleia: Como Resolver a Divergência Denominacional?
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- 17 de dez. de 2025
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Durante o namoro, o amor é cego (e às vezes surdo). Ele diz: "Amor, eu sou mais tradicional", e ela responde: "Tudo bem, eu sou mais pentecostal, mas a gente se ajeita". Eles casam. E no primeiro domingo, a guerra começa. Ele acha o culto dela uma "bagunça emocional", e ela acha o culto dele um "funeral espiritual".
Bem-vindos ao problema da Divergência Denominacional. No item 3.2.3 do Estatuto do Manual do Casamento, tratamos isso com seriedade. Jesus disse em Marcos 3:25: "Se uma casa se dividir contra si mesma, tal casa não pode subsistir". Um lar com duas teologias, dois costumes e duas lideranças pastorais diferentes é um lar com rachaduras na fundação.
Como resolver esse impasse sem anular a fé de ninguém? Seguindo um roteiro de maturidade e ordem bíblica.
O Diagnóstico: Onde está a Divergência Denominacional?
Primeiro, identifiquem o tamanho do problema. Estamos falando de Dogma ou de Estilo?
Divergência de Estilo: É sobre música, roupas, barulho, liturgia. Isso é "casca".
Divergência de Dogma: É sobre salvação, divindade de Cristo, autoridade da Bíblia. Isso é "cerne".
Se a divergência for de Dogma (heresia vs. verdade), a decisão é fácil: fiquem com a Verdade Bíblica. Mas, na maioria das vezes, o problema é estilo e costume. E é aqui que o orgulho humano atrapalha a unidade divina.
O Plano A: A Busca pelo Consenso (A Terceira Igreja)
Antes de alguém ter que "ceder e sofrer", o casal deve tentar a Via do Consenso. Muitas vezes, a Igreja A (dele) e a Igreja B (dela) não são as únicas opções.
Vocês podem orar e visitar juntos uma Igreja C: uma comunidade onde ambos se sintam nutridos, respeitados e desafiados. Mudar de denominação não é pecado; pecado é viver em guerra dentro de casa por causa de placa de igreja. O objetivo é encontrar um lugar onde:
A Palavra seja pregada com fidelidade.
O marido se sinta respeitado para liderar.
A esposa se sinta acolhida para servir.
Os filhos tenham ensino saudável.
O Plano B: O Voto de Minerva (A Liderança Masculina)
E se não houver uma terceira opção? E se ele insiste na Igreja A e ela na Igreja B e ninguém arreda o pé?
Aqui entra o princípio inegociável do nosso Estatuto (Item 2.1.3 e 3.2.1): Havendo impasse, prevalece a decisão do Sacerdote do Lar (o Marido).
Isso não é porque o homem é mais santo ou inteligente. É porque Deus delegou a ele a Responsabilidade Final. Deus vai cobrar do marido: "Onde você pastoreou a sua família? O que eles aprenderam?". Se o marido tem a responsabilidade perante Deus, ele precisa ter a autoridade para decidir onde a família será plantada.
Para a Esposa: Eu sei que pode ser doloroso deixar a igreja onde você cresceu. Mas, ao seguir a liderança do seu marido (mesmo discordando do estilo musical ou do banco da igreja), você está ganhando algo muito maior: um marido que se sente responsável pela vida espiritual da casa. Muitas esposas forçam o marido a ir para a igreja delas. O resultado? O marido vai, senta no fundo, cruza os braços e não participa. Ele vira um visitante, não um sacerdote. É melhor estar numa igreja "imperfeita" com um marido engajado e liderando, do que na sua igreja "perfeita" com um marido passivo e anulado.
A Unidade Vale o Sacrifício
A placa da igreja vai ficar aqui na terra. A sua família é eterna. Não deixe que diferenças de costumes separem o que Deus uniu.
Se houver divergência, conversem com amor. Tentem o consenso. Mas, se o nó não desatar, lembrem-se da ordem: O Marido define o rumo, a Esposa apoia a caminhada, e Deus abençoa a unidade.
Vocês já passaram por esse conflito de denominações? Como resolveram? Cederam ou encontraram um novo lugar? Conte sua história.










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