Estatuto Geral e Diretrizes
do Manual do Casamento
TÍTULO I: DA FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA E PROPÓSITO
​Este capítulo define a base da nossa fé. Acreditamos que o casamento não é uma invenção humana, mas uma ideia perfeita de Deus. Aqui estabelecemos o "porquê" existimos como casal.
1.1. A Natureza da Instituição
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1.1.1. Origem Divina vs. Contrato Social: O casamento foi criado por Deus e não pelos homens. Ele serve para nos desenvolvermos moralmente, emocionalmente e espiritualmente, além de garantir a procriação da humanidade. (Gênesis 1:27-28; Gênesis 2:18) | veja detalhes
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1.1.2. O Mistério de Cristo e a Igreja: O casamento é um "teatro divino". A forma como o marido ama a esposa e a esposa respeita o marido deve ilustrar para o mundo como Cristo ama a Igreja. (Efésios 5:31-32) | veja detalhes
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1.1.3. O Propósito Primário: O casamento não serve apenas para a felicidade momentânea, mas para a santificação (nos tornar melhores) e para a construção de uma família e descendência para Deus. (Malaquias 2:15;1 Tessalonicenses 4:3) | veja detalhes
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1.2. A Formação da Aliança
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1.2.1. O Namoro e Noivado: Vemos essas fases como um único período de preparação e decisão. É um tempo de conhecer a alma, sem intimidade sexual. O sexo pertence exclusivamente ao casamento. (1 Tessalonicenses 4:3-5; Cantares 2:7) | veja detalhes
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1.2.2. O Ato do Casamento (Os Três Pilares): Para ser um casamento bíblico, três coisas precisam acontecer: 1) Deixar pai e mãe (independência); 2) Assumir publicamente a união (o simples fato de se assumir um relacionamento exclusivo e íntimo diante da sociedade já preenche este requisito, não sendo obrigatória a cerimônia civil ou religiosa); 3) Consumar o ato sexual. Só há casamento quando esses três elementos se encontram. (Gênesis 2:24) | veja detalhes
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1.2.3. O Conceito de "Deixar e Unir-se": "Deixar pai e mãe" é uma ruptura real. Muda-se a geografia (casa), as emoções e as prioridades. O papel de "filho" fica em segundo plano para que o papel de "esposo/esposa" seja o principal. (Mateus 19:5) | veja detalhes
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1.3. A Permanência da Aliança
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1.3.1. Doutrina da Indissolubilidade: O que Deus uniu, o homem não separa. Acreditamos que o casamento é um pacto válido até a morte de um dos cônjuges. (Romanos 7:2; Mateus 19:6) | veja detalhes
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1.3.2. A Interpretação das Cláusulas de Exceção: Entendemos que o divórcio citado na Bíblia foi uma permissão temporária devido à "dureza do coração" humana. A vontade original de Deus é a permanência. (Mateus 19:8) | veja detalhes​​
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- 1.3.2.1. A Definição de "Indecência" (Deuteronômio 24): A exceção citada por Moisés é complexa e refere-se à descoberta de algo "indecente" na esposa. No texto original, "indecente" é traduzido como "expor nudez". Eliminamos a possibilidade disso significar traição (durante ou antes do casamento), pois em Deuteronômio 22 já existem leis específicas para punir o adultério e o sexo pré-nupcial. Deste modo, entendemos que a cláusula de exceção de Deuteronômio 24 (citada por Jesus) refere-se provavelmente à exposição da nudez a um terceiro sem intimidade sexual (como no caso de Bate-Seba banhando-se à vista de Davi), distinguindo-se assim do adultério consumado.
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1.3.3. Separação de Corpos: Acreditamos que crises existem para serem superadas juntos. "Melhor é serem dois do que um". Não incentivamos a separação física como fuga de problemas, mas a luta conjunta pela restauração. (Eclesiastes 4:9-10) | veja detalhes
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1.3.4. O Segundo Casamento: Defendemos que um novo casamento é plenamente lícito em caso de viuvez. Em casos de divórcio, a Bíblia recomenda a reconciliação ou permanecer solteiro, sendo o novo casamento um tema complexo que, fora das condições bíblicas estritas, pode configurar adultério. (Romanos 7:3; 1 Coríntios 7:10-11) | veja detalhes
TÍTULO II: DOS PAPÉIS, GOVERNANÇA E HIERARQUIA
Para que um corpo funcione, ele precisa de ordem. Este capítulo define quem lidera e quem auxilia, não por superioridade de valor, mas por distinção de função dada por Deus.
2.1. O Modelo de Liderança (Cabeça)
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2.1.1. Liderança Masculina: O homem é o cabeça da mulher, assim como Cristo é o cabeça da Igreja. Não é machismo ou tirania, mas uma posição de responsabilidade e autoridade delegada por Deus. (1 Coríntios 11:3; Efésios 5:23) | veja detalhes
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2.1.2. O Dever de Provisão: O homem é o responsável principal por garantir o sustento (comida, teto, segurança) e a estabilidade emocional do lar. (1 Timóteo 5:8) | veja detalhes
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2.1.3. O Sacerdócio do Lar: O marido é o "pastor" da sua casa. Cabe a ele tomar a iniciativa de orar, ensinar a Bíblia e interceder pela esposa e filhos. (Jó 1:5) | veja detalhes
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2.1.4. Liderança na Crise: Nos momentos difíceis, a família deve poder olhar para o marido e encontrar direção e segurança. Ele não pode se omitir. | veja detalhes
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2.2. O Modelo de Auxílio (Corpo)
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2.2.1. Submissão Voluntária: A esposa deve aceitar a missão de ser auxiliadora. Isso é um ato nobre que reflete a submissão da Igreja a Jesus. É uma escolha voluntária de apoiar a liderança do marido. (Colossenses 3:18) | veja detalhes
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2.2.2. A Mulher Sábia e a Gestão: Ser submissa não é ser passiva. A mulher deve ser ativa, gerente do lar, empreendedora e conselheira sábia, fazendo tudo como para o Senhor. (Provérbios 31:10-31) | veja detalhes
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2.2.3. O Confronto Amoroso: A esposa pode e deve alertar o marido quando ele erra, mas sempre com respeito, mansidão e em momento oportuno. O objetivo é ajudar, não humilhar. (Provérbios 31:26) | veja detalhes
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2.2.4. A Mulher Provedora: Não há pecado em a mulher trabalhar, mas se ela se torna a provedora principal, isso pode gerar desequilíbrio na autoridade do lar. O ideal bíblico é o homem assumindo esse peso. | veja detalhes
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2.3. Tomada de Decisão
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2.3.1. Autonomia e Decisão: O marido tem a palavra final. Porém, ele deve ser sábio e delegar autoridade à esposa nas áreas onde ela tem mais talento ou capacidade, confiando na gestão dela. (Provérbios 31:11) | veja detalhes
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2.3.2. Divergências: Em questões de política, teologia ou direção da família, se não houver consenso, prevalece a decisão do marido, pois é ele quem prestará contas a Deus pela família. (Efésios 5:24) | veja detalhes
TÍTULO III: DA VIDA ESPIRITUAL CONJUNTA
Um casal que não ora junto, se distancia. Este capítulo trata de como manter a chama da fé acesa dentro de casa.
3.1. Rotinas Espirituais
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3.1.1. O Altar Familiar: O casal deve orar e ler a Bíblia junto regularmente. A espiritualidade da casa não depende do pastor da igreja, mas do marido dentro do lar. (Deuteronômio 6:6-9) | veja detalhes
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3.1.2. Jejum e Oração: É dever de um cônjuge lutar espiritualmente pelo outro. O marido tem o dever específico de buscar a santificação da esposa. (Efésios 5:26) | veja detalhes
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3.2. Vida Eclesiástica
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3.2.1. Frequência aos Cultos: O casal deve caminhar junto na fé. Ir à igreja e servir a Deus deve ser uma atividade compartilhada, fortalecendo a unidade. (Hebreus 10:25) | veja detalhes
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3.2.2. Unidade de Ministério: Não concordamos que marido e esposa caminhem em direções opostas na fé. A mulher não deve participar de ministérios ou crenças que o marido desaprova. (Amós 3:3) | veja detalhes
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3.2.3. Divergência Denominacional: O marido define a direção espiritual da família. Se a esposa discorda, ela deve ganhar o marido pelo testemunho e oração, e não pela discussão religiosa. (1 Pedro 3:1-2) | veja detalhes
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3.3. Batalha Espiritual
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3.3.1. Ataques vs. Caráter: Problemas se resolvem com oração e mudança de atitude. A santidade de um protege o outro. (1 Coríntios 7:14) | veja detalhes
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3.3.2. Quebra de Maldições: Padrões ruins de família podem ser repetidos, mas cremos que uma nova aliança com Cristo e uma postura firme do casal quebram qualquer ciclo do passado. (2 Coríntios 5:17) | veja detalhes
TÍTULO IV: DA SEXUALIDADE, INTIMIDADE E AFETO
O sexo é santo, puro e foi feito para o prazer do casal. Aqui definimos os limites da pureza e a importância da intimidade física.
4.1. Teologia do Corpo
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4.1.1. O Sexo como Cimento: O sexo é exclusivo do casamento e vital para manter a unidade "uma só carne". É muito mais que prazer físico; é conexão espiritual. (1 Coríntios 7:5) | veja detalhes
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4.1.2. Descompasso de Desejo: Diferenças de libido são normais, mas devem ser resolvidas com diálogo e oração. Um não deve negar-se ao outro, exceto por motivo de força maior ou oração, para evitar tentações. (1 Coríntios 7:3-5)
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4.1.3. O Dever Conjugal: O sexo é uma dívida de amor. Devemos buscar satisfazer o cônjuge, usando sempre de carinho e compreensão para que nunca seja um fardo, mas um prazer.
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4.2. O Leito sem Mácula
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4.2.1. Sexo Oral e Manual: A Bíblia não proíbe explicitamente. Entendemos que é permitido, desde que haja consentimento mútuo e não fira a consciência ou a dignidade de nenhum dos dois. (Hebreus 13:4)
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4.2.2. Sexo Anal: Consideramos que práticas que fogem ao uso natural e anatômico do corpo ferem o princípio do leito sem mácula. (Romanos 1:26-27 - princípio geral)
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4.2.3. Acessórios e Lubrificantes: Tudo que auxilia o prazer natural do casal é válido (como lubrificantes por saúde). Porém, objetos não devem substituir o contato físico e a genitália do cônjuge. O foco é a pessoa, não o objeto.
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4.2.4. Fantasias e Roleplay: O sexo deve ser verdade, não teatro. Fantasiar com outras situações ou pessoas, mesmo durante o ato com o cônjuge, contamina a mente. O prazer deve vir da realidade do cônjuge presente. (Mateus 5:28)
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4.3. Patologias e Pecados
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4.3.1. Pornografia e Masturbação: São pecados graves. A pornografia é adultério visual e a masturbação é um ato de egoísmo que exclui o cônjuge. (Mateus 5:28; 1 Tessalonicenses 4:4)
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4.3.2. Disfunções Sexuais: Devem ser tratadas com transparência entre o casal e, se necessário, com ajuda médica. Não é vergonha buscar cura.
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4.3.3. O Passado Sexual: Pecados antigos trazem consequências, mas o perdão de Deus e do cônjuge é poderoso para curar memórias e restaurar a intimidade presente.
TÍTULO V: DA COMUNICAÇÃO E GESTÃO DE CONFLITOS
A morte e a vida estão no poder da língua. Este capítulo orienta como falar, ouvir e resolver brigas de maneira cristã.
5.1. A Mecânica da Comunicação
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5.1.1. Linguagens do Amor: Comunicar bem é fazer o outro se sentir amado. Isso exige validar os sentimentos do outro e ter empatia. (Efésios 4:29)
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5.1.2. Sensibilidade: O casal unido desenvolve uma "leitura" sobrenatural um do outro. Devemos estar atentos ao que o outro diz sem palavras.
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5.1.3. Honestidade com Amor: A verdade sem amor é crueldade. O amor sem verdade é hipocrisia. Devemos falar a verdade, mas com o objetivo de edificar. (Efésios 4:15)
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5.2. Protocolos de Conflito
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5.2.1. Não Vá Dormir Irado: A meta é resolver as mágoas no mesmo dia. O marido deve liderar o perdão e a esposa deve facilitar a reconciliação. Acumular raiva gera raiz de amargura. (Efésios 4:26)
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5.2.2. Regras de Respeito: É proibido xingar, gritar ou trazer o passado à tona. O divórcio nunca deve ser mencionado em uma briga. (Colossenses 3:8)
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5.2.3. Perdão e Confiança: O perdão é imediato e obrigatório (ordem de Deus). A confiança é reconquistada com o tempo e mudança de atitude. (Mateus 18:21-22)
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5.3. Casos Graves
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5.3.1. Violência Doméstica: A violência é inaceitável e fruto do pecado. Porém, cremos que mesmo diante de quadros graves, o caminho do cristão é buscar segurança, arrependimento real, tratamento e a restauração do casamento, e não o divórcio automático.
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5.3.2. Vícios: Vícios são pecados que escravizam. Devem ser tratados com seriedade, oração e busca das causas raízes, com o apoio total do cônjuge sóbrio.
TÍTULO VI: DA MORDOMIA FINANCEIRA
O dinheiro é um excelente servo, mas um péssimo senhor. Aqui definimos como o casal cristão lida com os recursos que Deus confiou.
6.1. Filosofia Econômica
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6.1.1. Comunhão Total de Bens: Casamento é "uma só carne" e "um só bolso". Defendemos a união total do patrimônio. Não existe "meu dinheiro", existe "nosso dinheiro". (Atos 4:32 - princípio de unidade)
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6.1.2. Contas: O formato (conta conjunta ou separada) importa menos que a atitude. O essencial é transparência total e acesso livre de ambos a todo o dinheiro. Dinheiro escondido é porta para o diabo.
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6.1.3. Transparência: Esconder gastos ou dívidas é infidelidade financeira. A luz traz confiança.
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6.2. Gestão de Recursos
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6.2.1. Orçamento: Cada casal deve definir suas prioridades, mas sempre em acordo. Gastar sem consultar o outro é desrespeito.
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6.2.2. Dízimos e Ofertas: Entendemos que o dízimo era uma lei para os levitas no Antigo Testamento. Hoje, vivemos a graça da oferta voluntária e generosa. O casal deve ofertar com alegria e ajudar os necessitados, preferencialmente em sigilo e acordo. (2 Coríntios 9:7; Mateus 6:3-4)
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6.2.3. Dívidas: Dívidas constantes revelam descontrole ou falta de contentamento. O cristão deve honrar seu nome e pagar o que deve. (Romanos 13:8)
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6.2.4. Investimentos: O maior investimento é o Reino de Deus (ajudar o pobre, o órfão, o doente). O acúmulo egoísta de riqueza não é o alvo da família cristã. (Mateus 6:19-21)
TÍTULO VII: DA FAMÍLIA E FILHOS
Os filhos são flechas na mão do guerreiro. Aqui tratamos da procriação e da educação segundo a Bíblia.
7.1. Planejamento Familiar
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7.1.1. Filhos como Benção: Filhos não são "gastos" ou "problemas", são herança do Senhor. O casal deve estar aberto à vontade de Deus para gerar vida. (Salmos 127:3)
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7.1.2. Contracepção: Desaconselhamos métodos que impedem a concepção, pois cremos que Deus é quem abre e fecha a madre. Evitar filhos pode demonstrar falta de confiança na provisão e soberania de Deus.
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7.1.3. Adoção e Infertilidade: A infertilidade é uma provação de fé. A adoção é um ato maravilhoso de amor, mas deve ser guiada por Deus, e não apenas para preencher um vazio.
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7.2. Educação
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7.2.1. Hierarquia de Afeto: A ordem bíblica é: 1º Deus, 2º Cônjuge, 3º Filhos. Amar os filhos mais que o cônjuge desestabiliza o lar. (Gênesis 2:24)
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7.2.2. Disciplina: Acreditamos no uso da vara da disciplina (correção física moderada e instrutiva) como ensina Provérbios, sempre acompanhada de diálogo e ensino. O objetivo é salvar a alma da criança, não descarregar raiva. (Provérbios 13:24; Provérbios 22:15)
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7.2.3. Escolaridade: Os pais são os únicos responsáveis pela educação. Seja em casa (homeschooling) ou na escola, os pais devem vigiar e garantir que o ensino esteja de acordo com a fé. (Deuteronômio 6:7)
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7.3. Famílias Recompostas
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7.3.1. Complexidade: Unir famílias com filhos de outros relacionamentos (tratando-se de um novo casal constituído licitamente, em casos de viuvez ou entre solteiros que tiveram filhos mediante o pecado da fornicação ou prostituição) exige sabedoria redobrada. O novo casal deve ter paciência e construir limites claros com respeito a todos.
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7.3.2. Ex-Cônjuges/Genitores: O vínculo conjugal acabou, mas o vínculo parental permanece. Deve-se manter uma relação civilizada pelo bem dos filhos, e para que os frutos de um bom relacionamento possa viabilizar uma reconciliação futura.
TÍTULO VIII: RELACIONAMENTO COM PARENTES E TERCEIROS
O casamento cria um novo núcleo que precisa ser protegido de interferências externas.
8.1. Família de Origem (Sogros)
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8.1.1. Limites: Sogros devem ser honrados, mas não podem dar ordens na casa dos filhos casados. A autonomia do casal é inviolável.
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8.1.2. Ajuda Financeira: Ajudar os pais é bíblico (honra), mas deve ser feito com o consentimento do cônjuge e sem prejudicar o sustento da própria família. (Marcos 7:10-13)
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8.1.3. Moradia: "Quem casa quer casa". Morar com sogros ou no mesmo terreno é altamente prejudicial e deve ser evitado a todo custo. Além de garantir a independência, morar sozinho ajuda o casal a desenvolver seus próprios valores, princípios e intimidade, aspectos que podem ser severamente comprometidos caso haja dependência dos sogros.
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8.2. Amizades
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8.2.1. Amigos do Casal: Preferimos amizades compartilhadas. Amigos individuais excessivos podem gerar ciúmes e segredos.
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8.2.2. "Melhores Amigos": O cônjuge deve ser o melhor amigo. Ter um "melhor amigo" fora do casamento (especialmente do sexo oposto) é abrir uma porta para intimidade emocional indevida.
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8.2.3. Influências: "As más companhias corrompem os bons costumes". O casal deve se afastar de amizades que não respeitam Deus ou que incentivam comportamentos mundanos. (1 Coríntios 15:33)
TÍTULO IX: VIDA DIGITAL
Na era da internet, a fidelidade também é virtual. Aqui definimos a postura do casal nas redes.
9.1. Privacidade vs. Segredo
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9.1.1. Sem Senhas: Não existem segredos entre "uma só carne". O casal deve ter livre acesso ao celular e redes sociais um do outro. Quem não deve, não teme. (Provérbios 28:13)
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9.1.2. Localização: Compartilhar localização é um ato de segurança de cuidado, desde que não seja para manter um controle abusivo.
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9.2. Comportamento Online
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9.2.1. Interações Perigosas: Curtidas e conversas privadas com pessoas do sexo oposto podem ser o início de uma traição. O respeito ao cônjuge deve existir também online.
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9.2.2. Adultério Virtual: Trair pelo pensamento ou por mensagens é traição diante de Deus. O pecado começa na intenção. (Mateus 5:28)
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9.2.3. Exposição: Cuidado com o excesso de exposição da vida perfeita (Sharenting). A intimidade do casal é preciosa e não deve ser jogada ao público para atrair inveja ou olhares maliciosos.
TÍTULO X: SAÚDE E ENVELHECIMENTO
O amor verdadeiro é provado no tempo e na dor. Aqui reafirmamos o voto "na saúde e na doença".
10.1. Saúde Emocional
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10.1.1. O Casal como Hospital: Quando um adoece emocionalmente (depressão, ansiedade), o outro deve ser o suporte, o abrigo e o intercessor. O casamento deve ser um lugar de cura.
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10.1.2. Terapia: Ajudas profissionais são bem-vindas, mas nunca devem substituir o papel do cônjuge. O terapeuta não pode virar o confidente de segredos que o próprio cônjuge desconhece.
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10.2. Envelhecer Juntos
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10.2.1. Mudanças do Tempo: Corpos mudam, hormônios mudam. O casal deve dialogar sobre menopausa e envelhecimento com graça, adaptando-se às novas fases sem perder o amor.
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10.2.2. Cuidar do Enfermo: Cuidar do cônjuge doente é a prova máxima de amor e cumprimento da aliança. É um ministério santo.
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10.2.3. Ninho Vazio: Quando os filhos vão embora, o casal deve celebrar a missão cumprida e redescobrir o prazer de estarem sós novamente, reacendendo o romance da juventude.
